Os fundos imobiliários preferidos pelos gestores para fevereiro
Analistas veem potencial de ganho mesmo após novo recorde do Ifix em janeiro.
Os fundos imobiliários seguiram brilhando em janeiro, com o índice das cotas das carteiras negociadas em bolsa, o Ifix, subindo 2,27% e batendo novo recorde, mesmo com o Banco Central deixando para iniciar a queda dos juros básicos em março. Para o investidor que quer acompanhar esse movimento, o InfoMoney levantou os fundos mais indicados por oito instituições.
Ainda há espaço para ganhos em fundos imobiliários apesar das fortes altas recentes, avalia Marx Gonçalves, head de Fundos Listados da XP Investimentos. Mesmo os fundos de papel, que estão com preços mais ajustados, ainda negociam com descontos sobre os valores patrimoniais.
“Se a gente pensar em uma queda das taxas das NTN-Bs do Tesouro, e há fundos de papel que são mais atrelados ao IPCA, eles podem ter uma marcação a mercado positiva no valor patrimonial, ou seja uma valorização patrimonial”, diz. Já os fundos atrelados ao juro diário do CDI devem continuar entregando bons rendimentos, embora menores, pois não se espera uma queda muito drástica da Selic e do CDI.
Fundos de tijolos
Gonçalvez destaca ainda que os fundos de imóveis, ou tijolos, e os fundos de fundos imobiliários (FOF) seriam mais beneficiados em um cenário de queda dos juros longos, o que explica também por que essas carteiras subiram mais no ano passado em relação aos de papéis. Além disso, esses fundos ainda estão com preços convidativos, depois de ficarem para trás dos fundos de papéis nos últimos anos.
Ele cita o deságio maior dos fundos de tijolos, de 13% em média, ou seja, as cotas representam 87% do valor dos ativos que ele possui. O deságio do Ifix como um todo está em 8%, um desconto de 8% sobre seus ativos, enquanto os de papel apresentam deságio de 5%. “Mesmo em relação à média histórica, de 4%, o deságio do Ifix está maior e mostra que os níveis de negociação ainda estão interessantes”, diz.
Carteira diversificada
Para aproveitar melhor o novo ciclo desses fundos, Gonçalvez sugere distribuir a carteira entre as três principais classes, “mas olhando com mais carinho principalmente para fundos de tijolos e FOFs, sem deixar de aproveitar os fundos de papel, até porque eles têm um perfil um papel mais defensivo para a carteira do investidor, reduzem a volatilidade, sobretudo em um cenário que promete ser mais volátil ao longo de 2026 aqui por conta do calendário eleitoral, que deve entrar mais no radar do mercado a partir de abril”, diz.
Desconto duplo
Apesar da recuperação observada nos últimos meses, os fundos imobiliários, especialmente os de tijolo, ainda são negociados no mercado secundário com descontos relevantes em relação aos seus valores patrimoniais, diz Isabella Almeida, gestora de fundos imobiliários da Rio Bravo Investimentos.
Os fundos de fundos também apresentam potencial relevante de valorização, afirma Isabella. “Muitos desses fundos de fundos negociam sob um cenário de ‘duplo desconto’: tanto suas próprias cotas quanto as dos fundos investidos estão descontadas em relação aos respectivos valores patrimoniais”, diz. Essa situação aumenta o potencial de retorno total ao cotista, especialmente quando combinada à distribuição recorrente de dividendos, que atualmente gira em torno de 12,3% ao ano, acrescenta Isabella.
Indicações do mês
Os fundos imobiliários mais indicados pelos especialistas em fevereiro estão bem distribuídos entre Logística, Shopping Centers e Recebíveis.

